|
Categorias
de e-business
A palavra e-business é usada no mundo dos negócios para identificar o uso dos meios eletrônicos (e-) para a realização de negócios. A IBM foi uma das primeiras empresas a utilizar aquela expressão e a definiu como “um enfoque seguro, flexível e integrado de entrega do valor de negócio diferenciado pela combinação de sistemas e processos, que executam operações do foco principal dos negócios com a simplicidade e o alcance que a tecnologia da Internet tornaram possíveis”. As formas mais comuns de e-business são: e-commerce, e-mailling e e-franchising. Todos esses meios permitem o acesso de compradores e vendedores à web para a realização de negócios. Existem oito modelos para fazer negócios na Web: Modelo Varejo, Modelo Shopping, Modelo Carrefour, Modelo Divulgação, Modelo Assinante, Modelo TV a Cabo, Modelo Locadora e Modelo de Informações Personalizadas. Dada a importância desse meio e a contínua evolução da tecnologia da Internet vamos mostrar nesse número algumas categorias de e-business que estão fazendo grande sucesso na Internet.
E-Auctioning. É o uso da internet para a realização de leilões. Esse sistema permite que o participante desse tipo de negócio faça os seus lances sem sair de casa ou do escritório O leilão tradicional, diferentemente da Internet, é realizado em um determinado local onde concentram-se as pessoas que têm interesses nos objetos que estão sendo leiloados. É possível também fazer os lances por telefone. O e-auctioning possibilita maior velocidade no processo de lance, menores custos, e oferece aos participantes um espaço virtual para a realização de diferentes tipos de trocas. E-Banking. O banco eletrônico é um dos negócios mais bem sucedidos on-line. O e-banking permite aos clientes acessar suas contas e executar por meio de um web diversas operações bancárias e é simples de usar. O e-banking possibilita ao cliente formatar o seu pedido de acordo com as suas necessidades bancárias. O fato de poder fazer as suas operações bancárias em casa ou no escritório, traz para o cliente economia de tempo e a possibilidade de realizar as operações longe dos riscos que uma visita ao banco pode oferecer. E-Commerce. Para os especialistas em e-commerce o comércio na Internet tem um caráter estratégico, pois não se limita apenas ao ato da venda, permite que se cumpra todo o ciclo da venda (desenvolvimento de mercado, criação de demanda, desempenho, suporte e retenção do cliente) do produto. O e-commerce foi um dos primeiros tipos de negócios a se tornar disponível na Internet. E-Engineering. Graças a Internet a velocidade e a flexibilidade para a realização de um projeto assumiram dimensões completamente diferentes da época em que os técnicos precisavam trabalhar juntos fisicamente para a realização desse tipo de trabalho. O local físico atualmente não é mais relevante e a Internet tornou possível também desenvolver engenharia simultânea com a participação de engenheiros de diversas partes do mundo. E-Franchising. A franquia eletrônica opera de forma similar à franquia tradicional. É possível movimentar produtos, processos e marcas digitais de forma rápida e segura. As livrarias tem usado a Internet para permitir a parceiros franqueados distribuir exclusivamente seus livros nos web sites dos seus parceiros. E-Gambling. É o uso da Internet para a realização de jogos como alternativa para a realização dessa atividade em cassinos. E-Learning. O aprendizado a distância está se tornando um instrumento importante para a reciclagem de executivos. Os diferentes métodos de ensino à distância (teleconferência, videoconferência, internet, CD-Rom) estão permitindo a disseminação de conhecimentos em tempo rápido para um grande número de pessoas e de forma econômica. Existem atualmente muitos programas para essa finalidade. E-Mailling. Os sistemas tradicionais de comunicação estão perdendo rapidamente espaços para o e-mail. O e-mail concorre com as chamadas telefônicas e as cartas, apresentando inúmeras vantagens em relação a ambas. E-Marketing. A forma mais comum de e-marketing acontece no marketing one-to-one, onde a empresa utilizando a internet como meio pode obter informações em tempo real dos clientes e transferir às áreas apropriadas dentro da organização, para que a mesma reaja também em tempo real, para atender as necessidades sempre mutantes dos clientes. E-Supply. A Internet tem sido utilizada como um instrumento importante para a logística de suprimento das empresas do mercado “business-to-business”. Por meio do uso de padrões abertos, como XML e Java, os parceiros da cadeia de suprimentos podem compartilhar e trocar informações mais facilmente com custos envolvidos reduzidos. E-Trading. O e-trading, também conhecido como E-brokering, oferece os preços das ações em tempo real para todas as mesas em todas as partes do mundo. Toda pessoa na internet que tenha uma conta bancária pode comprar e vender ações. As pessoas podem reagir em tempo real face as mudanças do valor das ações. É um sistema que democratiza o jogo no mercado acionário. A velocidade das mudanças no mundo virtual é tão intensa que num prazo muito curto muitas outras novidades estarão disponíveis e produzirão sem dúvida grandes transformações em diferentes segmentos de negócios. Dominar os conhecimentos do mundo virtual é uma condição essencial para construção de vantagens competitivas no mercado.
O estudo das motivações de consumo
Algumas decisões de marketing demandam conhecimentos mais profundos sobre o comportamento humano, pois, as ações a serem realizadas, visam despertar as motivações dos consumidores e produzir reações de compra, As decisões de produto e de comunicação (propaganda, promoção de vendas, merchandising, venda pessoal e relações públicas) são aquelas que mais dependem do conhecimento das motivações humanas para que possam ser eficientes no seu intento. As pesquisas que as empresas realizam, principalmente aquelas de natureza qualitativa, visam fornecer aos estrategistas de marketing conhecimentos sobre as motivações e hábitos de consumo, conhecimentos esses que permitem construir ações de marketing ajustadas às demandas dos consumidores. Um estudo desenvolvido por Ernst Dichter e discutido no texto de Karsaklian (KARSAKLIAN, Eliane. Comportamento do consumidor. São Paulo: Atlas, 2000, p. 26) mostra algumas motivações de consumo relacionadas com alguns produtos, que aquele autor pesquisou utilizando pesquisas no campo do estudo das motivações humanas. Dichter desenvolveu uma técnica que usa como método entrevistas em profundidade aplicada a uma amostra de compradores potenciais, com o objetivo de conhecer as motivações que os fazem cogitar a compra de um produto ou serviço. As técnicas utilizadas nos estudos das motivações de consumo são muitas e demandam conhecimentos especializados daqueles que as utilizam no campo da pesquisa de marketing. Um exemplo interessante é o estudo realizado por Dichter relativo às motivações humanas para o consumo de peles, espaguetes, couro, cigarro, aspargos, moda, tapetes e carpetes. Esse estudo que está na obra citada no início do texto tem como fonte original Dubois (DUBOIS, B. Comprendre le consommateur. Paris: Dalloz, 1994, p. 30-31) Como o estudo desenvolvido por Richter é bastante extenso vamos apontar apenas as motivações de consumo relacionadas com os seguintes produtos: moda, espaguetes, couros e tapetes/carpetes.Moda. As roupas servem a uma dupla função ambivalente. Escondendo a nudez, elas nos diferenciam uns dos outros, mas podemos também utilizá-las para nos tornarmos parecidos com os demais. Ao escolher uma gravata, nós esperamos que ninguém tenha uma igual. No entanto, se tivéssemos certeza de que ninguém gostaria de ter a mesma gravata, hesitaríamos em comprá-la, pois isso nos deixaria inseguros com relação ao nosso próprio bom gosto. Assim, como as armaduras dos cavaleiros da idade média, a roupa moderna serve para proteção e forma de auto-expressão. Espaguetes. Para muitos consumidores, os espaguetes evocam um universo jovial e informal. As crianças os consideram divertidos para comer por causa do movimento que é necessário fazer com o garfo. Eles são também considerados um prato econômico, que raramente é servido a convidados. Para dar-lhes um estatus um pouco superior, eles são associados a molhos mais sofisticados, com mesas bem postas e acompanhados de vinho adequado. Couro. Assim como o ferro, o aço e o bronze, o couro faz parte dos materiais de base cujo simbolismo é diretamente ligado à história da humanidade. Historicamente, o couro é o material dos nômades, dos forasteiros que traziam com eles seus bens. O couro servia para protegê-los, assim como a seus objetos e seus animais, sendo também um símbolo que indica vínculo e possessão entre os homens e seus objetos. Isso explica o vínculo moderno entre o couro e o universo das viagens (malas, bancos dos automóveis), mas também a proteção de seus bens mais valiosos (carteira de dinheiro). Tapetes e carpetes. Um tapete é coberto de emoção. O indivíduo apropria-se dele com tanto mais facilidade quanto ele apresenta uma variedade de cores, de modelos e de materiais que permitam diferenciá-lo infinitamente dos demais. O carpete garante o vínculo entre os objetos da casa. Ele harmoniza o todo, dando continuidade e calor. Quanto mais espesso, mais ele se torna um símbolo de riqueza. Isolando o ser humano do chão, ele dá-lhe um sentimento de superioridade e de proteção. Seu caráter não obrigatório atribui-lhe uma conotação de produto de luxo e de status. Uma vez instalado, o carpete é difícil de ser trocado, o que reforça o sentimento de continuidade ao longo do tempo. Ele é quase sempre comprado em comum acordo e supõe uma conivência entre os cônjuges e, por vezes, até mesmo das crianças. O conhecimento por parte dos estrategistas de comunicação de marketing das motivações que impelem os consumidores a se tornarem sensíveis aos apelos de consumo facilita sobremaneira o desenvolvimento e veiculação de campanhas de propaganda com bastante foco e precisão nas suas mensagens. |